Como se calcula
Cada muda ocupa um retângulo de linhas × plantas: em 3 × 2 m, 6 m². Dividindo 10.000 m² por 6 m² chega-se a 1.667 mudas por hectare. A reposição cobre a mortalidade do primeiro ano — 10% em condições boas, 20% a 30% em solo degradado, saibreira ou talude exposto — e o replantio é exigência de quase todo PRAD aprovado.
O que o PRAD pede além do número
- Espécies nativas do bioma, com lista de pioneiras, secundárias e clímax em proporção; o IMA (SC) e o IAT (PR) exigem diversidade mínima.
- Preparo e manutenção: controle de formigas e braquiária, coroamento, adubação, tutoramento, replantio e roçadas por 2 a 3 anos.
- Monitoramento com relatórios periódicos (sobrevivência, altura, cobertura) até o órgão dar a área por recuperada.
- Indicadores de sucesso definidos no projeto — não é 'plantou, acabou'.
O que entra em cada caso está no guia do PRAD e em quando o PRAD é exigido.
Perguntas frequentes
Quantas mudas por hectare no espaçamento 3×2?
1.667 mudas por hectare (10.000 m² ÷ 6 m² por muda). No 3×3, 1.111; no 2×2, 2.500; no 2×1,5, 3.333. Some 10% a 20% para o replantio das que morrem no primeiro ano.
Qual espaçamento usar no PRAD?
Depende do objetivo e do que o órgão exige: recuperação de APP em SC costuma ser plantio adensado (2×2 ou 3×2 m) com no mínimo 80% de espécies nativas da região e diversidade mínima de espécies; recomposição florestal menos densa usa 3×3 m. O PRAD define e justifica.
O que mais entra no custo além das mudas?
Preparo da área (roçada, controle de formigas e gramíneas), coveamento, adubação, tutor, replantio, manutenção por 2 a 3 anos e o monitoramento com relatórios ao órgão. Mudas são a menor parte.
Posso plantar eucalipto no PRAD de APP?
Não: APP se recupera com espécies nativas do bioma (Mata Atlântica em todo o litoral e planalto de SC e PR). Exótica só em área de uso alternativo, fora da APP.